A operação aérea da transportadora açoriana SATA na rota Funchal/Porto Santo/Funchal, apresenta um défice de seis milhões de euros por ano, admitiu o Governo Regional dos Açores. Em resposta a um requerimento do deputado Artur Lima, do CDS-PP, entregue no Parlamento dos Açores, o gabinete do secretário regional da presidência reconheceu que a operação no vizinho arquipélago da Madeira não cobre as despesas. A carta enviada pelo Governo ao parlamentar centrista disponível no site www.alra.pt esclarece que a rota é, no entanto, “financiada pelo Governo da República”, a título de indemnizações compensatórias, pela prestação de um serviço público de transporte aéreo. Os dados agora divulgados pelo Governo revelam pela primeira vez a dimensão financeira da operação da SATA na Madeira, embora não esclareçam, como pretendia o CDS-PP, quais os custos totais envolvidos na rota Funchal/Porto Santo/Funchal. A operação entre as duas ilhas do arquipélago da Madeira é efectuada com um aparelho DASH Q200, da Bombardier, que é sujeito a “manutenções diárias”, mas que tem de regressar a São Miguel quando é necessário fazer uma grande manutenção.