A agência Lusa avançou ontem que a administração local em 2012 vai reduzir a despesa em 5,1 %, diminuindo também a receita em 1,2 %, o que conduz a um saldo global de 391 milhões de euros, segundo o Orçamento de Estado (OE). A estimativa consta do relatório do OE para 2012, entregue hoje no Parlamento, segundo o qual o saldo global da administração local passa então de 79 milhões de euros em 2010 para 94 milhões em 2011 e 391 milhões em 2012. De acordo com o documento, a diminuição da receita no próximo ano resultará essencialmente do “decréscimo de transferências provenientes do OE e da UE em 6,2 e 2,3 %”, respectivamente, em relação a 2011. A nível da despesa, a redução dos custos com pessoal em cerca de 4,9 % é o principal factor para que o Governo estime uma despesa global de 7,545 mil milhões de euros em 2011 (menos 1,4% em relação a 2010). Já no próximo ano, esse valor deverá ficar em 7,159 mil milhões, o que representará uma nova diminuição, desta vez de 5,1%. O executivo lembra que, no âmbito das medidas acordadas com a “troika”, as autarquias vão concretizar um programa de racionalização para reduzir custos que inclui a diminuição do número de trabalhadores e de cargos dirigentes e a eliminação dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários com vencimentos superiores a mil euros. No total das administrações local e regional, o executivo prevê um saldo deficitário de 144 milhões de euros em 2011, contra um saldo positivo de 633 milhões de euros no próximo ano.