

A Federação das Pescas dos Açores (FPA) alertou para os impactos negativos no setor devido ao corte previsto na quota do goraz, que significará "uma quebra no rendimento de mais de 2,5 milhões de euros no próximo biénio".
Segundo o Açoriano Oriental, que sita a Agência Lusa, a posição da Federação das Pescas dos Açores surge na sequência de uma assembleia geral realizada em São Miguel, onde foram abordadas "questões cruciais" para o setor, nomeadamente "os desafios e as oportunidades atuais, com base na sustentabilidade e na valorização da atividade piscatória de cada ilha".
Para a Federação das Pescas, um dos maiores desafios do setor, neste momento, está relacionado com "o corte previsto na quota" da espécie do goraz (Pagellus bogaraveo) e com "a pouca quota" existente dos imperadores (Beryx spp) para o próximo biénio.
Segundo a Federação, a espécie goraz "rendeu, até à data, cerca de 7,7 milhões de euros" e o corte previsto significa "uma quebra no rendimento de mais de 2,5 milhões de euros no próximo biénio".
Em causa está a proposta, avançada pelo executivo comunitário a 31 de outubro, que dos totais admissíveis de capturas (TAC) e respetivas quotas, inclui um corte de 35%, passando de 600 mil para 399 mil toneladas, a pesca de goraz nos Açores.
Lusa/AO/RP